Blog de luisdhein


04/03/2007


Robótica Educativa

Recentemente terminei um curso de extensão em Robótica Educativa. Fiquei muito maravilhado pelo potencial educativo que a robótica pode oferecer para o campo educacional. Não apenas criar robôs ou aprender sobre inteligência artificial, também são fatores importantes, mais o potencial educativo vai muito além.



Escrevi um pequeno artigo tentando expressar o que senti e aprendi dentro do curso de robótica educativa.

Robótica Educativa: Reflexão sobre a experiência no Curso de Extensão no ISEI

"A consciência é individual, mas o pensamento é coletivo” (Pierri Levi)

Um dos principais pontos da robótica educativa é o trabalho cooperativo, sendo que dentro do ambiente (sala), se trabalha em grupos, onde todos se ajudam mutuamente, e que segundo Bakhtin (1986) a interação entre os sujeitos é o princípio fundador tanto da linguagem como da consciência. Primeiro traçam metas, criam-se problemas, em seguida, há todo um processo para a resolução dos mesmos. Um dos pontos interessantes é o inicio, onde não se conhece a função das peças ou pelo menos da maioria delas. E, vai-se descobrindo as possibilidades de cada uma, sendo que a junção de duas ou três, mesmo que em uma forma abstrata, já se começam a procurar, criar, inventar uma forma mais próxima da realidade, ou que seja interpretável, assim, além da criatividade trabalhamos a estética.

Como o foco aqui é a robótica Educativa, podemos destacar logo que relacionamos nossa prática e estudo para uma visão educacional e não “tecno-industrial”.

O ambiente de Robótica educativa e seu trabalho com grupos têm como objetivo levar os alunos a aprender a pensar, a observar, a escutar, a relacionar-se com os colegas e, principalmente, com as opiniões deles. Fazendo com que ocorra uma avaliação depurativa das idéias dentro do grupo. O papel do educador, que trabalha com essa metodologia, é mediar, instigar e criar condições para que o trabalho tenha um resultado eficaz, permitindo a construção do conhecimento.

Podemos definir a Robótica como controle de mecanismos eletro-eletrônicos, que se transformam em uma máquina capaz de interagir com o meio ambiente e executar ações decididas por um programa criado pelo Programador. No caso da robótica educativa esse programa, é criado pelo grupo de alunos através de um processo de pesquisa, descoberta, análise, reflexão e depuração, podendo se notar que a busca de soluções para os problemas, é muitas vezes “abstrata”, havendo uma construção de conceitos através do erro, exigindo a cooperação e opinião de todos. Ao se concluir um protótipo o mesmo é testado, havendo euforia e satisfação em caso de sucesso e, logo parte-se em busca de maneiras para aperfeiçoar cada vez mais o projeto e, dessa forma, há compreensão em caso de falhas, essas que levam a uma reflexão sobre os possíveis erros.

Torna-se possível observar a evolução do grupo como um todo, desde a integração ao conhecimento, de conceitos mecânicos e da complexidade que os envolve, bem como dos conceitos físicos. E, principalmente, levar o grupo a perceber e se conscientizar da importância de cada membro, de cada opinião, de cada ponto de vista diferente, dos conflitos que são inevitáveis e, segundo Paviani (1991:pg. 62): “o conflito é um elemento básico na constituição de uma comunidade”, tudo isso leva a concluir que todo esse processo foi fundamental para atingir as metas traçadas pelo grupo no início do projeto.

A inventividade, a criatividade, a interdisciplinaridade e, também, a transdisciplinaridade são relevantes dentro de um processo de aprendizagem no ambiente de robótica educativa, onde o conhecimento ocorre através da interação, da invenção e re-invenção, pois segundo Piaget (1982): “As funções essenciais da inteligência consistem em compreender e inventar, em outras palavras, construir estruturas estruturando o real”.

Podemos através da robótica, trabalhar conceitos de diversas áreas de saber, ou seja, de diversas matérias, dentro de um único projeto. Muitos conceitos que só podem ser passados de maneira abstrata para o aluno dentro da sala de aula, podem no ambiente de robótica ser trabalhados de uma maneira mais concreta, construtiva permitindo uma interação direta com o objeto, assim podendo dar maior significado para o aluno e mais estimulo ao professor.



Boa Leitura. Criticas e sugestões luisdhein@yahoo.com.br>

Categoria: Info Educativa/Pegagogia
Escrito por luisdhein@yahoo.com.br às 22h11
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06/02/2007


Fórum de Informática Educativa

Quero convidar a  todos para participar dessa comunidade virtual.

Uma comunidade que busca aproximar educadores das mais diversas áreas da educação, com a informática educativa.
Também criar um ambiente de troca de experiências, idéias. Buscando discutir, analisar e refletir sobre as Tecnologias Digitais de um modo geral.

Clique para acessar o Fórum.

Escrito por luisdhein@yahoo.com.br às 12h38
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05/02/2007


Inf. Educativa x Inf. educacional Parte I

Informática Educativa x Informática Educacional

Últimos dias tenho me questionado, sobre essas duas definições. Podendo então definir, que são dois conceitos são extremamente complexos, isso pela proximidade dos dois.

A Prof°. Miriam Salles, destaca que: “a informática Educacional é utilizada como um recurso, uma ferramenta para a construção de conhecimento. A principal forma de trabalhar é através de projetos, webquests, webgincanas, projetos colaborativos entre escolas geograficamente separadas, enfim, atividades planejadas sobre determinados temas, ou conteúdos didáticos de uma disciplina. Os alunos elaboram seus trabalhos utilizando softwares como os do Office, recursos de WEB 2.0 como blogs e wikis, ou até mesmo linguagens de programação. Para coleta de dados ou busca de informações utilizam os recursos disponíveis que podem ser bancos de dados, a web, participação em listas de discussão, fóruns.”

Não descordo da professora Miriam Salles, porém devemos estar conscientes, que havendo a falta efetiva do professor, estaremos correndo o risco de não trabalhar os obstáculos epistemológicos dos alunos, como nos alerta o professor Herminio.

Agora analisando o termo Informática Educativa, nos perguntamos muitas vezes será que a informática educacional não está inserida no contexto da Informática Educativa?

Uma coisa temos que ter claro, a informática educativa não deve ser uma ilha na escola. Ela deve aproximar a escola, integrar, promover a interdisciplinaridade, a transdiciplinaridade.

A informática educativa, pode ser vista como ferramenta para melhorar o desenvolvimento cognitivo, também pode ser uma ferramenta para inclusão, entre muitas outras finalidades, e todas finalidades não importa qual for deve ser resultado de um projeto bem planejado, refletido.

Poucas vezes me coloquei a refletir sobre a diferença entre informática educativa e informática educacional, porém muitas vezes me questionei em que informática educativa eu queria INSTRUCIONISTA ou CONSTRUCIONISTA?

“Não morda meu dedo, olhe para onde estou apontando”.(Seymour Papert)

Podemos em um primeiro momento fazer a seguinte pergunta, que informática educativa queremos? Instrucionismo ou construcionismo? Ambos têm sua importância no processo de aprendizagem. O instrucionismo tem sua importância, para reforçar os conteúdos da sala da aula. E o método construcionista coloca o aluno como sujeito da aprendizagem, e também faz com que o aluno deixe de ser somente expectador.

Um dos pontos que vejo que possuem enorme importância, é a auto-estima do aluno, existe todo um lado cognitivo e emocional (Daniel Goleman) que está relacionado com a informática educativa. Podemos observar isso, desde pequenas atividades como uma simples ida ao laboratório. Não importando se a atividade é instrucionista, o aluno se encanta com o mundo de cores, sons e efeitos. Assim vendo com novos olhos muitos conteúdos, que pareciam chatos na sala de aula e que acabam tendo outro significado dentro de um ambiente multimídia. Certo dia na escola Arno Nienow, depois de uma aula de informática educativa, e tendo feito vários desafios matemáticos, um aluno da 4 ° série, direcionou o seguinte comentário:
“Como pode a divisão e multiplicação são coisas tão chatas no caderno, e no computador isso até fica fácil e divertido…”


Lembro das palavras desse garoto, por que aquilo me deixou com muitas idéias, dúvidas me levando a refletir sobre vários aspectos educacionais. Me questionei, primeiro sobre qual informática educativa eu queria. Será a tecnologia poderia vir a ajudar no controle da indisciplina. Será que nosso sistema de ensino da valor a essas colocações? Será que ouros professores, valorizam esse tipo de comentário? Um passei dias pensando, e passie a observar constantemente, o comportamento dos alunos, o entusiasmo. E passei a volorizar ainda mais, a informática educativa. E as outras tecnologias digitais. Elas podem se bem utilizadas, de maneira criativa e consciente, ajudar para um re-encantamento pela construção do conhecimento.

Podemos analisar também que inúmeros estudos, dentro de áreas como a neurociência, mostram que essas atividades por mais simples que sejam, tem apresentado resultados tais como uma maior motivação, um novo olhar para o ambiente educacional, uma maior interação dentro da comunidade e do meio em que vive, além de desenvolver diversas aptidões cognitivas.


Um dos objetivos de um educador na área da informática educativa é, e deve ser, oferecer a oportunidade para que as crianças possam aprender de forma agradável, da “sua” maneira: investigando, trocando idéias, respondendo a desafios, construindo e respeitando as diferenças.

Sempre defendi a informática do construcionismo. Onde o aluno é o principal sujeito no seu processo de aprendizagem.
A pouco tempo, tenho me questionado sobre o construcinismo, vejo ele como metodologia principal, mas não nego mais o instrucionismo. Vejo algums pontos interessantes, o aluno se fascina pelo mundo multimidia, cheio de sons, cores, animações, esse mundo a apreende. Ele se interessa mais pelo conteúdo a ser trabalhado. Porém o professor que não conhece ou não utiliza muito o LIE, pode vir a se entusiasmar, se no inicio as atividades forem próximas as da sala de aula. Após o encanto do professor, o engajamento, ele pode vir sim a realizar outros trabalhos. Quem sabe essa não seja uma maneira de integrarmos a informática nos processos de ensino-aprendizagem?

Em um outro ponto que eu gostaria de destacar, é que vejo que a informática educativa deve sair do Laboratório, assim como a educação não acontece apenas lendo um livro e decorando questões para uma prova, ela deve estravazar, pois Vigotsky já nos diria que o sujeito não é apenas ativo, mas interativo, porque forma conhecimentos e se constitui a partir de relações intra e interpessoais. É na troca com os outros sujeitos e consigo próprio que se vão internalizando conhecimentos, papéis e funções sociais.

A informática educativa se adapta muito bem a interdisciplinaridade. Podemos realizar trabalhos entre diferentes escolas com os recursos do cyberespaço. Podemos criar videos de nosso municipio, criar gráficos, buscar o professor de física, de matemática de biologia, para dentro do processo. Portanto atribua o termo Pluridisciplinaridade a informática educativa. Trabalhar com projetos na informática educativa sempre pode ser gratificante, mas o mais gratificante, é quando usamos a abordagem construcionista dentro desse processo, e colocamos os alunos como agentes do projeto, o professor faz o papel de mediador do processo de aprendizagem. passando assim a ser o animador de inteligência coletiva do projeto. Os alunos se engajam no projeto e eles mesmo vão buscar o professor de física, o de matemática, o de Português, o de Biologia. Para que eles possam colaborar (passar também a ser animadores de inteligência) no processo do projeto. Ai o processo de avaliação constante e a integração dos alunos seriam um dos pontos mais fortes do ato educativo. Ou seja o projeto está centrado na aprendizagem, e não no ensino.

Vamos discutir essas idéias?

 

Categoria: Info Educativa/Pegagogia
Escrito por luisdhein@yahoo.com.br às 12h26
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28/01/2007


O compromisso social das escolas públicas com as novas tecnologias da comunicação e da informação

Dica de leitura para essa semana:

O compromisso social das escolas públicas com as novas tecnologias da comunicação e da informação

um pequeno resumo do artigo da Prof°: Maria Licia Torres:

Este texto é uma breve reflexão sobre o compromisso social das escolas públicas num mundo globalizado. Pretende destacar a importância das novas tecnologias como uma grande aliada no processo de construção de conhecimento. Como as escolas, os professores conseguem rever e alterar seus métodos tradicionais de ensino, rompendo com modelos preestabelecidos de autoritarismo, enraizados durante séculos em sua história institucional e de vida. A perspectiva de mudar esses paradigmas neste mundo cheio de conflitos e incertezas é apresentada como desafio para o ensino contemporâneo.



http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/tecnologia/tec10a.htm

Categoria: Info Educativa/Pegagogia
Escrito por luisdhein@yahoo.com.br às 20h09
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10/01/2007


AS FACES DA EXCLUSÃO DIGITAL E O ESFORÇO DA INCLUSÃO

AS FACES DA EXCLUSÃO DIGITAL E O ESFORÇO DA INCLUSÃO


Um artigo muito bom de Roseli Ferrari, que faz um analogia interessante em torno da exclusão digital:

Uma citação muito interessante que destaquei em seu artigo:

Pierre Lévy, “não basta estar na frente de uma tela, munido de todas as interfaces amigáveis que se possa pensar, para superar uma situação de inferioridade. É preciso antes de mais nada estar em condições de participar ativamente dos processos de inteligência coletiva que representam o principal interesse do ciberespaço.”

Leia -Reflita -comente:

Acesse o link para ler o artigo na integra:

Link para ler o artigo


Categoria: Info Educativa/Pegagogia
Escrito por luisdhein@yahoo.com.br às 12h40
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Mapas Conceituais

Feliz 2007 a todos que visitam o Blog... Quero dar inicio a um tema bem interessante os Mapas Conceituais. Gostaria também que se podesse discutir e trazer mais informações sobre essa ferramenta, e suas potencialidades.



Mapas Conceituais.

O Mapa Conceitual é uma ferramenta para organizar e representar conhecimentos, tem por objetivo apresentar, na forma gráfica, os conceitos considerados relevantes para o indivíduo na compreensão de novos conceitos. O uso de palavras chaves sobre as linhas, conectando conceitos é importante e deve ser incentivado na confecção de mapas conceituais. Porém, esse recurso não os torna auto-explicativos, sendo indispensável a explicação dos mapas por quem o fez pois, ao explicá-los, a pessoa externaliza os seus significados. Quando uma pessoa faz um mapa conceitual elucida e explicita o seu conhecimento sobre o assunto, organizando hierarquicamente os conceitos e proposições que representam à estrutura cognitiva. Por se tratar de uma técnica muito flexível, os mapas conceituais têm sido indicados para uma diversidade de atividades, como: Planejamento do Curriculo e Sistemas de Avaliação e também como subsidio para a apresentação de trabalhos acadêmicos. E também com os mapas definem-se estratégias próprias de busca, ordenação, análise e interpretação de informações, construindo conhecimentos novos de forma autônoma e crítica, inclusive se eles são explicados por quem os faz, e ao explicá-lo, a pessoa externaliza os significados, promovendo o diálogo e à interação entre os envolvidos com a pesquisa.

Segundo Haetinger (2003), para os educadores estarem preparados para usar o computador na educação de forma eficiente e dinâmica, não basta trazer tecnologias para dentro da escola. Sua eficácia dependerá do modo que será conduzida e utilizada pelo professor, do projeto político pedagógico da instituição e da articulação entre novas ferramentas de ensino e os objetivos de ação.

Para saber mais...acesse:

Mapas Conceituais

Mapas Conceituais 2

Aprendizagem Significativa

Mapas Conceituais - Ferramenta Meta-Cognitiva

Mapas Conceituais em ambientes virtuais de aprendizagem



Quais as experiências de vocês e o que vcs acrescentariam? Ou, você não acredita que essa metodologia possa dar certo?

Categoria: Info Educativa/Pegagogia
Escrito por luisdhein@yahoo.com.br às 12h37
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26/11/2006


Xadrez na educação



Olá a todos.

Quem gosta de Xadrez? Boa pergunta. Vejo o xadrez como um esporte, um esporte mental. Goethe ja dizia: "O Xadrez é a ginástica da mente." Um jogo de muita estratégia, raciocínio, e por que não criatividade para criar novas jogadas que surpreendam os adversários? O xadrez tem uma história tão fantástica, que ainda não se tem uma confirmação do tipo essa é a verdadeira. Mas todas são fascinantes.


Segundo, Ciro José Cardoso Pimenta:

"O ensino e a prática do xadrez têm relevante importância pedagógica, na medida em que tal procedimento implica, entre outros, no exercício da sociabilidade, do raciocínio analítico e sintético, da memória, da autoconfiança e da organização metódica e estratégica do estudo. O jogador de xadrez, constantemente exposto a situações em que precisa efetivamente olhar, avaliar e entender a realidade, pode mais facilmente, aprender a planejar adequada e equilibradamente, a aceitar pontos de vista diversos, a discutir questionários e compreender limites e valores estabelecidos e a vivenciar a riqueza das experiências de flexibilidade e reversibilidade de pensamentos e posturas. Em países como a França e a Holanda o xadrez já há muito tempo faz parte do currículo escolar como atividade extracurricular. Após sua implantação, percebeu-se um elevado nível de alunos com melhora no coeficiente escolar e uma queda no nível de atendimentos a alunos com dificuldades de concentração. Na Rússia, o xadrez está para eles como o futebol esta para nós, brasileiros. O governo russo apoiou intensivamente a difusão do xadrez, criando até universidades específicas para o melhor estudo do jogo; sendo que nas escolas, todos, sem exceções, praticam xadrez."



Essa citação do Prof. Ciro nos faz refletir a fundo a importância do Xadrez.
Enquanto pesquisava também encontrei em meu referencial favorito (Vigotsky) o seguinte:

VYGOTSKY (1933), afirmou que “embora no jogo de xadrez não haja uma substituição direta das relações da vida real, ele é sem duvida, um tipo de situação imaginária”. Pode-se dizer que, conforme propõe este grande psicólogo, através da aprendizagem do xadrez, a criança estaria elaborando habilidades e conhecimentos socialmente disponíveis, passando a internalizá-los, propiciando a ela um comportamento alem do habitual de sua idade.

Meu pensamento pedagógico.

Vejo no xadrez uma possibilidade, de conscientização, de arte. Um tabuleiro de madeira diriam muitos, mas um tabuleiro que nos desperta a mente. Se bem apresentado, podemos fazer uma viagem no mundo da imaginação. Acredito que a prática do xadrez é sem dúvida uma prática interdisciplinar. Viajamos e lemos a história, fizemos uma viagem geográfica até a India, visitemos diversos povos. Aprendemos sobre a guerra fria, onde o xadrez esteve presente e em alguns momentos foi fundamental para a paz. E além de poder se trabalhar a matemática. E o desenvolvimento cognitivo de um modo amplo e interdisciplinar, e sem dúvida a prática do xadrez também é transdisciplinar.(Luis Dhein)



Assim passa meu pensamento, e minha prática no ensino de xadrez. Atualmente luto para implantar projetos de Xadrez nas escolas, os famosos CLUBE DE XADREZ.

Gostaria de receber mais dicas, e relatos de experiências com esses grupos. Criticas e comentários serão bem vindos.

Na informática também ja usei o Xadrez. Tanto para o ensino como para prática. Deixo dois link para vocês visitarem e jogarem um pouco.

http://www.chapeco.sc.gov.br/ci/jogos/outros/html/xadrez2.html
http://www.chapeco.sc.gov.br/ci/jogos/outros/html/xadrez.html

Um abraço a todos.

Categoria: Info Educativa/Pegagogia
Escrito por luisdhein@yahoo.com.br às 10h55
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19/11/2006


Felicidade

Passando por um momento de felicidade. É isso que estou fazendo. Felicidade que é resultado de muitos anos de estudo, seminários, cursos. Trabalhando durante o dia, e estudando durante a noite, e não tendo final de semana livre, tudo para lutar e buscar um sonho, o de ser Professor-Pesquisador. Lutando contra preconceitos, pelo fato de eu ser extrabico dos olhos, e de vir de uma cultura, onde não é normal sair professores.
Comecei meu trabalho dentro de um projeto social, chamado Projeto Global, que trabalha com crianças que estão em situação de risco. Todo dia é um desafio, mais um desafio gostoso, por que o que você está fazendo é pelo bem integral das pessoas.
Agora voltei ao Blog, e quero utilizar da melhor maneira possivel essa ferramenta, para compartilhar minhas experiências, e também para debater e refletir diversos assuntos.

Um abraço a todos meus amigos.

Escrito por luisdhein@yahoo.com.br às 12h07
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07/09/2006


 

Olá pessoal, quero deixar, para esse fim de semana, um belo texto de Carlos Drummond de Andrade.

Um abraço a todos.

 

 "Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional."


Carlos Drummond de Andrade

Escrito por luisdhein@yahoo.com.br às 15h29
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27/08/2006


Redescobrindo valores

Informática Na educação:

 

   Um desafio? Um delirio? Isso passa pela cabeça de muitos professores em pleno século XXI. Um fator pode ser aépoca de sua formação, outra pode ser o medo de perder o lugar para o computador, ou pelo conservadorismo.

   Inumeros estudos estão sendo feitos, muitos estão ocncluidos. Falta uma divulgação maior dos resultados.

   Sou defensor da implantação da informática na educação. Primeiro por que entendo a escola como um lugar de socialização, levando em conta essa afirmação, não me resta dúvida. Vivemos na sociedade da informação, onde está impossivel, não ter contado com as tecnologias. 

  Mais sempre tenho questões que tendo refletir, enquanto a essa aplicação. Pois acredito, que devemos ter o cuidado, para não nos iludirmos e ver o computador como uma solição dos problemas da educação. O seu uso, deve ser acompanhado de um projeto pedagogico. Devemos trabalhar com objetivos , e gosto de colocar, que usar a informatica deve ir além de substituir o velho pelo novo. A informática pode nos trazer ótimos resultados, mais para isso é preciso um conhecimento sobre esses potenciais...

 

 Nosso conversa continuara apartir do ponto que pararem as idéias(criticas, opiniões) de vocês...

 

Um abraço a todos que visitem o blog.    

Categoria: Info Educativa/Pegagogia
Escrito por luisdhein@yahoo.com.br às 17h52
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26/08/2006


Atividades

Olá amigos.

Alguma dicas legais.

Quem estiver trabalhando, o conhecimento das horas, do relógio, do tempo. Tem uma dica de site muito legal, para exercitar, o aprendizado, ele pode servir como material de apoio.

Esse aqui é o link do site, agora é se divertir e aprender as horas:

http://www.smartkids.com.br/jogos/jogos/02_relogio.html

Agora mais uma dica muito legal. Um trabalho sobre Simetria.

http://www.tvcultura.com.br/artematematica/simetria.html Você pode usar os recursos do site para criação de desenhos muito legais. Clique em interação e veja o que acontece.

http://www.tvcultura.com.br/artematematica visite aqui e descubra as inumeras atividades, porem todas muito criativas. Podendo se aproveitar muita coisa, até para pesquisas.

Até mais

Categoria: Info Educativa/Pegagogia
Escrito por luisdhein@yahoo.com.br às 21h39
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Links sites e blogs

Olá amigos...

Agora vou rapidamente deixar os link de algums blogs e de sites, que são voltados a educação, pedagogia e ética. Concerteza, são blogs que podem contribuir, para a reflexão, também para que possamos, atraves da cibercultura, conhecer um pouco das diferentes linhas de pensamento, e das diferentes experiencias.

http://www.pedagogia.zip.net

http://geocities.yahoo.com.br/cidoeduc/cidoeduc_home.html

http://cidadaniadigital.blogspot.com/atom.xml

http://ep-novaes.blog.uol.com.br/

http://www.informatica41sjb.blogger.com.br/

http://www.informaticaeeducacao.blogger.com.br/

http://www.joseane.escolabr.com/blogcomciencia

http://criarcontar.blogspot.com/

http://blogandoideias.blogspot.com

Atualmente estou participando, do site do POIE, possui um fórum muito interessante. Colabre também, vamos juntos criar um ambiente de integração e troca.

Um abraço a todos.

 

 

 

Categoria: Info Educativa/Pegagogia
Escrito por luisdhein@yahoo.com.br às 19h51
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24/08/2006


Pensamento

Todos os homens buscam a felicidade. E não há exceção. Independentemente dos diversos meios que empregam, o fim é o mesmo. O que leva um homem a lançar-se à guerra e outros a evitá-la é o mesmo desejo, embora revestido de visões diferentes. O desejo só dá o último passo com este fim. É isto que motiva as ações de todos os homens, mesmo dos que tiram a própria vida. (Blaise Pascal)

 

A corrida dos sapinhos
(autoria desconhecida)

Era uma vez, um tempo em que os bichos falavam...
Nesse tempo também havia alegria, diversão e competição e, em certa ocasião, decidiram realizar uma corrida de sapinhos. Eles tinham que subir uma grande torre, e atrás havia uma multidão, muitos outros bichos para vibrar com eles. Começou a competição e a multidão dizia:
-"Não vão conseguir. Não vão conseguir".
Os sapinhos iam desistindo um por um, menos um que subia tranqüilo.

Ao final da competição, todos desistiram menos aquele. Todos queriam saber o que aconteceu, e quando foram perguntar ao sapinho como ele conseguira chegar até o fim,... descobriram que ele era SURDO.

Quando a gente quer fazer alguma coisa que precise de coragem não deve escutar as pessoas que falam que você não vai conseguir.
SEJA SURDO AOS APELOS NEGATIVOS!

 

Pessoal, devido essa correria, estou sem tempo de vir no blog e escrever com tempo. Por isso vou deixando essas mensagems, para que vocês possam refletir, junto comigo.

Um abraço a todos meus amigos.

Escrito por luisdhein@yahoo.com.br às 22h17
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18/08/2006


Olá amigos. Quero sonhar que um dia teremos um mundo digno, solidario, onde a ética e a moral seja levado a sério, e não fique apenas na palavra ou no escrito. Meu pensamento atual passa pela idéia que devemos mudar o pensamento das pessoas, e não somente os comportamentos. E dentro dessa perspectiva que pretendo aprofundar meus conhecimentos, que ainda são tão estreitos. Acredito que posso um dia me lembrar do que escrevi ou pensei e sentir raiva, isso pode acontecer, pois todo dia estamos interagindo e adquirindo novos conhecimentos, sobre as mais diversas areas, muitos conhecimentos inconcientes. A nossa experiência com o objetivo colabora e muito para o desenvolvimento da subjetividade. Andando em um mundo de conhecimentos que por muitas vezes se renovam junto com a ciência, assim nos tirando a certeza de uma verdade absoluta. Mais também existe falta do conhecimento subjetivo, qualitativo, que a ciência não consegue explicar, existem algums por ques que só a ciência da vida podem tentar descrever, digo descrever por que não sei se são explicaveis.
Mais resolvi trazer e compartilhar um pouco sobre os SETE SABERES NECESSÁRIOS PARA A EDUCAÇÃO DO FUTURO, uma reflexão de EDGAR MORIN, sociologo Frances.



Introdução



Os sete saberes necessários à educação do futuro não têm nenhum programa educativo, escolar ou universitário. Aliás, não estão concentrados no primário, nem no secundário, nem no ensino universitário, mas abordam problemas específicos para cada um desses níveis. Eles dizem respeito aos setes buracos negros da educação, completamente ignorados, subestimados ou fragmentados nos programas educativos. Programas esses que, na minha opinião, devem ser colocados no centro das preocupações sobre a formação dos jovens, futuros cidadãos.


O Conhecimento


O primeiro buraco negro diz respeito ao conhecimento. Naturalmente, o ensino fornece conhecimento, fornece saberes. Porém, apesar de sua fundamental importância, nunca se ensina o que é, de fato, o conhecimento. E sabemos que os maiores problemas neste caso são o erro e a ilusão.
Ao examinarmos as crenças do passado, concluímos que a maioria contém erros e ilusões. Mesmo quando pensamos em vinte anos atrás, podemos constatar como erramos e nos iludimos sobre o mundo e a realidade. E por que isso é tão importante? Porque o conhecimento nunca é um reflexo ou espelho da realidade. O conhecimento é sempre uma tradução, seguida de uma reconstrução. Mesmo no fenômeno da percepção, através do qual os olhos recebem estímulos luminosos que são transformados, decodificados, transportados a um outro código, que transita pelo nervo ótico, atravessa várias partes do cérebro para, enfim, transformar aquela informação primeira em percepção. A partir deste exemplo, podemos concluir que a percepção é uma reconstrução.
Tomemos um outro exemplo de percepção constante: a imagem do ponto de vista da retina. As pessoas que estão próximas parecem muito maiores do que aquelas que estão mais distantes, pois à distância, o cérebro não realiza o registro e termina por atribuir uma dimensão idêntica para todas as pessoas. Assim como os raios ultravioletas e infravermelhos que nós não vemos, mas sabemos que estão aí e nos impõem uma visão segundo as suas incidências. Portanto, temos percepções, ou seja, reconstruções, traduções da realidade. E toda tradução comporta o risco de erro. Como dizem os italianos "tradotore/traditore".
Também sabemos que não há nenhuma diferença intrínseca entre uma percepção e uma alucinação. Por exemplo: se tenho uma alucinação e vejo Napoleão ou Júlio César, não há nada que me diga que estou enganado, exceto o fato de saber que eles estão mortos. São os outros que vão me dizer se o que vejo é verdade ou não. Quero dizer com isso que estamos sempre ameaçados pela alucinação. Até nos processos de leitura isto acontece. Nós sabemos que não seguimos a linha do que está escrito, pois, às vezes, nossos olhos saltam de uma palavra para outra e reconstroem o conjunto de uma maneira quase alucinatória. Neste momento, é o nosso espírito que colabora com o que nós lemos. E não reconhecemos os erros porque deslizamos neles. O mesmo acontece, por exemplo, quando há um acidente de carro. As versões e as visões do acidente são completamente diferentes, principalmente pela emoção e pelo fato das pessoas estarem em ângulos diferentes.
No plano histórico há erros, se me permitem o jogo de palavras, histéricos. Tomemos um exemplo um pouco distante de nós: os debates sobre a Primeira Guerra Mundial.Uma época em que a França e a Alemanha tinham partidos socialistas fortes, potentes e muito pacifistas, e que, evidentemente, eram contrários à guerra que se anunciava. Mas, a partir do momento em que se desencadeou a guerra, os dois partidos se lançaram, massivamente a uma campanha de propaganda, cada um imputando ao outro os atos mais ignóbeis. Isto durou até o fim da guerra. Hoje, podemos constatar com os eventos trágicos do Oriente Médio a mesma maneira de tratar a informação. Cada um prefere camuflar a parte que lhe é desvantajosa para colocar em relevo a parte criminosa do outro.
Este problema se apresenta de uma maneira perceptível e muito evidente, porque as traduções e as reconstruções são também um risco de erro e muitas vezes o maior erro é pensar que a idéia é a realidade. E tomar a idéia como algo real é confundir o mapa com o terreno.
Outras causas de erro são as diferenças culturais, sociais e de origem. Cada um pensa que suas idéias são as mais evidentes e esse pensamento leva a idéias normativas. Aquelas que não estão dentro desta norma, que não são consideradas normais, são julgadas como um desvio patológico e são taxadas como ridículas. Isso não ocorre somente no domínio das grandes religiões ou das ideologias políticas, mas também das ciências. Quando Watson e Crick decodificaram a estrutura do código genético, o DNA (ácido desoxirribonucléico), surpreenderam e escandalizaram a maioria dos biólogos, que jamais imaginavam que isto poderia ser transcrito em moléculas químicas. Foi preciso muito tempo para que essas idéias pudessem ser aceitas.
Na realidade, as idéias adquirem consistência como os deuses nas religiões. É algo que nos envolve e nos domina a ponto de nos levar a matar ou morrer. Lenin dizia: "os fatos são teimosos, mas, na realidade, as idéias são ainda mais teimosas do que os fatos e resistem aos fatos durante muito tempo". Portanto, o problema do conhecimento não deve ser um problema restrito aos filósofos. É um problema de todos e cada um deve levá-lo em conta desde muito cedo e explorar as possibilidades de erro para ter condições de ver a realidade, porque não existe receita milagrosa.

Publicado no Boletim da SEMTEC-MEC Informativo Eletrônico da
Secretaria de Educação Média e Tecnológica – Ano 1 – Número 4 – junho/julho de 2000


Um abraço a todos

Escrito por luisdhein@yahoo.com.br às 23h27
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13/08/2006


Dúvida Cruel

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Escrito por luisdhein@yahoo.com.br às 09h21
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